domingo, 4 de setembro de 2011

Cântico de sereia...

Acolhe o que sinto...
Vou formando um oceano repleto de gotas de afeto no poema que te ofereço
Queria palavras que pudessem tocar teu coração, iluminar teu sorriso....
Uma canção de sereia para encantar o pescador... ou o peixe...
O tempo esteve nublado, chuvoso... e o sol, por um instante, se escondeu de mim...
É que me senti tão triste... ao ver que teus olhos... distantes, não sorriram como antes...
Perdoa se, sem saber como ajudar, assustada ao ver a tormenta que te rondava... me perdi no vendaval e aumentei as nuvens que nublaram teu olhar...
Amo me perder nos teus olhos Moreno... quando me sorriem...
Navegar no teu corpo... Me embriagar no teu perfume... mas não sou perfeita.
Saiba... teu olhar é mistério, oceano de águas doces, onde quero mergulhar...
Quando teus olhos sorriem... Sou plena... pluma, flutuo... O sol fica mais iluminado e o meu céu mais azul...
A luz do teu sorriso ilumina as ondas do oceano do teu doce olhar... me convida a ser mais feliz!
Em ti, me perco... me encontro, sem medo, mergulho e saio de mim, conjugo você...
Preciso te dizer, Moreno...
Meu olhar de sereia encontrou no teu...
Oceano de água doce como mel, serena, cristalina, onde quero mergulhar... sem medo.
Tua boca é abismo onde me jogo... me perco em ti...
Tua pele sussurra na minha, segredos de prazer que me deliciam desvendar...
Tua voz é doce melodia... encanta mais que o canto das sereias...
Preciso confessar...
Se teus olhos não sorrirem de novo, Moreno...
Perderei a bússula... o caminho do teu oceano de doces águas...
Triste, voltarei para o mar, formado de lágrimas salgadas que verteram de meus olhos de sereia...em meio aos antigos naufrágios que se encontram perdidos lá no fundo...
Não cantarei...
Mas se eles sorrirem... se me olharem com a doçura da primeira vez...
De meus olhos verdes verterão  gotas de alegria, formando um oceano ainda não desvendado... iluminado...
Onde vou te convidar a viver, Moreno...
Mergulhado, ao meu lado... um peixe livre... nadando... feliz, ouvindo o cântico de sereia, enquanto quiseres!


AMW-Fênix!

domingo, 14 de agosto de 2011

Sereia-menina.

As vezes,
só as vezes....
Minha face sereia-menina aparece...
Ela sai, não sei bem de onde,
simplesmente revela-se.
Sem que eu perceba,
Ela transborda em mim.
Difícil contê-la!
Mais difícil ainda, encontrá-la... quando ela teima em se esconder no meu imenso mar...
Se ela soubesse como gosto dela!
Quanto eu adoro quando esse meigo olhar me visita...
Há, tenho certeza...  não desapareceria por tanto tempo!
Seria sempre, presente, sereia-menina...
Encantadora mulher! 

AMW-Fênix!

domingo, 17 de julho de 2011

Retrato - Cecilia Meireles

Eu pensei em descrever o que sinto, o que vejo, as eis que chegam de longe, palavras que me descreveram a alma e premuniram meu retrato.

estranho.

talvez... mas parece que sentir é um ato solitário, compartilhado por milhões de outros eus solitários.



Autopsicografia (Fernando Pessoa) - na voz de Paulo Autran

domingo, 19 de junho de 2011

Sentir...

Um pulsar diferente hoje se revelou
foi saudade de outros tempos, talvez...
Lembrei momentos de alegria e felicidade
Quando ouvi tua voz, outra vez.
Distante, tão longe quanto nossas lembranças,
ouvi um coro de anjos em teus risos
lembrei de você, de nós...
de quando eu era luz de teus olhos.
Ah, garganta embargada de saudades
De um amor que foi e sempre, sempre será...
Calmaria em meio a um mundo de tempestades
De um coração pulsa de amor
amor que ainda existe e que um dia, aconteceu...
E se foi breve, foi brisa... primavera,
Em noites quentes de um verão que se perdeu.
bom demais poder sentir saudade,  ouvir teu riso ao longe e ver tua luz brilhar mais e mais
amo, ainda amo de verdade,
da forma mais bela e livre que há...
por isso sinto... sempre... a alegria contigo
ao ouvir de longe teu riso 
melodia que ainda me faz sonhar.


AMW-FÊNIX!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Volúpia...

Desejo... ainda, o beijo... que de ti recebi...
E de novo, em teus braços, o suspiro, o delírio...
Enrosca em minha pele,
Beija meu corpo...
Descobre, desvenda a mulher..
E o riso solto da menina.
Morde minha nuca e me tira do sério...
Me leva ao espaço, derradeiro...
paraíso dos amantes...
Onde os
corpos, entrelaçados, 
conjugam juntos...
uma nota só.
Deixa vestígios na minha pele
Teu gosto na minha boca...
Teu cheiro em minhas entranhas...
Assim, depois do prazer...
A lembrança de teus beijos...
Teu toque e teus suspiros, para desejar mais... e mais...
O prazer de estar, ser, ficar... gozar e nada... nada mais...
a volúpia... o desejo... de novo... eu e você.



AMW-Fenix!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Rosa.

Eu sou uma rosa em meio a teu caminho.
E, embora você não queira,  eu tenho meus espinhos.
Se soubésseis me tratar com sutileza e cuidado, talvez não percebesseis isso.
mas que culpa tenho eu se és descuidado,
se pisas-te em mim a ponto de senti-los?
Sei que preferís me culpar, mas escuteis minha defesa...
Uma rosa tem seu perfume,
botões que desabrocham, veludo em suas pétalas...
beleza, delicadeza, cor...
mas se não conseguís perceber,
se preferis-te destruir minhas pétalas,
se não valorizas-te meu perfume e pisas-te sem cuidado em mim,
que culpa tenho em mostrar-te meus espinhos?
Será que eu deveria não reagir, não gritar?
Entendo, é mais fácil me culpar... 
Ouça-me bem, também sei ferir!!! eis minha única defesa!
Meus espinhos são sentidos com mais profundidade por todos aqueles que não me tratam com delicadeza...
Mas os que percebem minha qualidade,
os que me tratam com bondade, nada devem temer...
Uma rosa, mesmo sem pétalas ainda é uma rosa, sabeis?
Eis o que sou, uma rosa, entenda você ou não!
Se não tiveste sensibilidade em perceber, se não sentes meu perfume, se não percebeste a minha beleza, se me ignoras, se preferís pisar em minhas pétalas e dilacerar-me o corpo... que ao menos sintas, em tua pele, os meus espinhos!


AMW - Fênix!