terça-feira, 24 de maio de 2011

Angústia...

Me sinto só.
E embora a paisagem seja bela, não consigo ver a beleza.
Sinto falta das folhas verdes,
Vivo o outono, e elas caíram ao chão, como eu...
Como me livrar desse vazio? Como não sentir... essa falta?
Vejo o horizonte, e sei, que neste instante, tenho tudo que se quer pra ser feliz...
Então porque esse tudo tem gosto de nada? De onde vem tamanha tristeza?
Porque nada sou? Estou secando, em breve, serei... árvore seca...
Não sinto o sabor do vento...
Ele passa, me atravessa,mas não o sinto... não o sinto...
Aqui, parada, me sinto, só.
Olho o horizonte, mas não vejo...
Em frente ao rio, estou a morrer de sede...
Tenho sede... Que fazer?
Saudade...
De um tempo, em que o amor percorria meu ser..
Em que meus galhos eram verdes, cor de esperança.


AMW - Fênix!
25/05/2011

sábado, 14 de maio de 2011

In só ...

Tenho medo que amanheça...
Outra noite passo em claro mas nada clareia o meu redor..
O dia não tarda raiar, mas é a madrugada que me faz companhia.
Tenho medo de dormir
E, quando ao final, caio exausta, adormeço... não quero acordar.
É que, parece, falta...
Vazio, meus pensamentos demoram tanto a aquietar que antes do sono, o dia vem...
E eu, mesmo só não consigo refletir.
Há horas em que penso estar sonhando... nem sempre é um pesadelo,
é como se não estivesse acordada.
Mas estou e só
Só estou, tentando dormir, para acordar, amanhã... tem sentido?
Sinto e como sinto, só não mais atino o quê!
E outra manhã chega.. vou dormir, vencer mais algumas horas e acordar... ou será que de fato estou sonhando e acordarei ao nascer do sol??

AMW - Fênix!

domingo, 3 de abril de 2011

Sempre a caminho...

Preciso aceitar,
Que nada é permanente, só a certeza da morte.
Aceitar que estou de passagem e que minha sina, não é permanecer...
mas ficar na lembrança.
Eterna enquanto lembrança, seja triste ou feliz...
Lembrar...
Aceitar meu destino transeunte..
Preciso, caminhar com mais calma e apreciar a paisagem enquanto faço essa viagem...
De mim, sobrarão, talvez, as impressões,
algumas palavras soltas, ou imagens esquecidas, que servirão para você relembrar...
Sou aquela que habita os sonhos,
Mas não pode permanecer... porque nada é eterno, em realidade. Tudo é perene.
Mas, enquanto descanço, entre uma caminhada e outra,
deixa eu te amar sem medidas..
deixa eu ser plena, inteira...
Não! Não quero mais a segurança de ficar,
mas e emoção de seguir... a alegria do encontro e do reencontro...
Se quiseres me acompanhar nessa viagem, pode vir,
mas saiba... talvez meus passos sejam diferentes dos teus e tomemos outros atalhos...
Se nos perdermos por um tempo, seja paciente e permaneça feliz, acalentando nossas lembranças juntos.
Se olhares para trás, me verás, nas recordações dos tempos em que caminhavamos...
Ou no mar, que mesmo revolto, permanece ali.
Ou ainda em versos soltos, esquecidos,
feitos enquanto tu eras minha inspiração,
enquanto descançavamos juntos, talvez, em meio a esse caminho.
Eu preciso aceitar... Você também... Não pense que é fácil! Não pense que, as vezes, não dói, partir...
Que as vezes não quero me agarrar também a ilusão de eternidade...
Que não gostaria de parar o tempo e ficar aqui, nos teus braços.
Mas, não vim à esse mundo criar raiz, vim à passeio.
Vim ser, apenas, lembrança...
Sigo pela vida, deixando algumas pegadas pelo caminho,
Aproveitando cada minuto que me faz ser, ainda mais, Eu!



AMW - Fênix!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Auto-retrato

Sou..
Uma porção de pontos, espaços, traços, cores e tons de cinza...
O sorriso que desabrocha
E o olhar... verde de esperança, que te penetra a alma.
Um devir, um chegar,
Algo..
 Que se escondeu por algum tempo,
mas que não se consegue encobrir o tempo todo...
Sedução e ternura que se derramam..
E as carências da criança que ainda habita em mim.
Linda, mas ainda não completa...
Constante construção e mudança
Complexa, mas plena.
Luz..
Que você percebe, no sorriso franco que te abro.
A calma e a tempestade.
Com as cores do arco-íris..
Em carícias de plenitude.
Aconchego, afago, ternura...
Desejo..
Que te envolve, transborda
E que não se pode conter.


AMW-Fênix!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Saudade de mim...

Sinto que algo me  falta
Meu rosto, meu olhar, não conseguem esconder
Busco em vão em minhas fotos
Uma imagem que me faça sentir que brilho, como antes...
Meu olhar revela tristeza, mesmo quando sorrio.
Minha face empalideceu,
Não me reconheço mais...
Ao ver o quão transparente é minha falta,
Fico ainda mais triste e perdida...
Ela se revela, mesmo quando a quero esconder em falsa alegria...
Queria brilhar como antes...
Mas ainda existe um breu a envolver meu sorriso,
Ou meus olhos estão obscurecidos por um véu de tristeza?
Não sei... mas sinto...
Ah, sinto... saudade... de ver transparente meu sorriso...
No reflexo... que vejo... ah...
Saudade.. de mim...


AMW-Fênix!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sigo...

Por que meus caminhos não são simples?
As promessas não são honradas e eu, descreio...
Estou insegura... o que fazer, onde ir, em que(m) confiar?
Sinto que tenho um Pai por mim,
mas não o compreendo...
E essa angústia que me acompanha,
não parece querer cessar...
Tudo que eu queria era recomeçar...
mas no recomeço
me vejo ainda perdida, sem chão...
Há horas em que a solidão dos meus dias, me sufoca...
é demasiada presença...
Pensei que teria paz
e tudo que encontro é luta...
Nem sei porquê sou combatida,
porquê combato...
Não quero essa guerra, inglória...
Sigo, porque não posso parar,
Tudo que eu queria, era um lugar seguro,
Onde eu pudesse repousar,
fincar minha raiz e brotar,
crescer, florecer de encontro à luz.

AMW-Fênix!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desamor


Hoje, eu tive inveja...
de amores leves, que ainda não tiveram o tempo de acontecer,
daqueles que dão saudade até a quem nunca os sentiu.
Senti uma profunda tristeza pelos amores que tive..
Mas amor, deve dar tristeza?
Não, creio que não... Mas hoje, não me basta a alegria de um dia ter amado.
Sinto o desamor...
Queria mais, talvez o encantamento que embaralha as lembranças e acalenta as esperanças...
Aquele encantamento que, ao que parece, perdi...
Hoje, meus olhos vertem lágrimas de uma saudade, uma tristeza, quem nem em versos, consigo explicar...
Como descrever o que não pretendo revelar a eu mesma?
Minha alma chora, desencantos... desamores...
Enquanto invejo amores adolescentes, que ainda não tiveram tempo de florescer, nem despetalar...
Queria eu ter aquela leveza de outrora, onde acreditava ser estrela em teu céu...
Sem saber que sem céu, despencaria...
estrela em terra... é nada, vira pó.
Quiçá, no mar, houvesse eu, despencado...
ao menos seria alguma coisa.




AMW-Fênix!